Lei da compensação
Lei da compensação
Um novo caso cientifico comprova a surpreendente capacidade de compensar defeitos congênitos.
Um vazio na cabeça. Uma garota britânica, de 10 anos, possui apenas uma metade do cérebro. Mesmo assim, ela enxerga quase tudo com o olho esquerdo. Seu campo de visão desse lado é praticamente perfeito.
A radiografia deixou claro que o hemisfério direito inexistia. A criança sofria de constantes crises de epilepsia. Hoje, nada disso pode ser observado na garotinha que tem dez anos. Ela é espirituosa e anda de bicicleta e patins, como informa o pesquisador cerebral Lars Muckli da Universidade de Glasgow, na Grã-Bretanha.
Isso, em si, não surpreende os especialistas. Já se sabe que um hemisfério cerebral pode assumir as funções de outro, quando o dano ocorre bem cedo na vida. O que é único, no caso da menina, é que ela possui no olho esquerdo (o direito é deformado) um campo de visão quase perfeito.
Portanto, ela não sofre de uma “Cegueira unilateral”, como adultos, cujo hemisfério direito ou esquerdo foi eliminado no tratamento da epilepsia aguda. Essas pessoas são incapazes de visualizar objetos em um determinado raio espacial, mesmo que ele esteja imediatamente no campo de visão das duas vistas.
Normalmente, uma parte do nervo ótico de cada olho cruza para o lado oposto do cérebro, o que não é caso da menina. Nela, aparentemente, os nervos se ligam exclusivamente ao hemisfério cerebral esquerdo. Portanto, em vez de seguir um plano de desenvolvimento predeterminado e fixo, o cérebro foi capaz de se reorganizar de modo completamente novo desde o princípio.
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