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QUIROLOGIA
 
 

Tal como a Astrologia, a antiga arte e ciência de análise de mãos, a QUIROLOGIA (estudo das mãos) – não confundir com quiromancia: adivinhação pelas mãos –, vem desfrutando de popularidade cada vez maior nos últimos anos. Embora ainda de maneira marcada por imagens de leitura da “sorte” pelos ciganos, um contingente cada vez maior de médicos, terapeutas, cientistas e outros indivíduos sérios descobriram que o formato, os contornos, os dedos, a cor, a textura, as unhas, a temperatura e as linhas da mão humana são indicadores confiáveis de caráter, saúde, inteligência e capacidade criativa.

 

Graças à harmoniosa cooperação de 27 ossos, dúzias de músculos e milhões de nervos, a mão humana é uma maravilha em termos de design e funcionamento. Pode segurar centenas de quilos, e – no caso de mestres de caratê – é capaz de esmagar tijolos e partir uma mesa em duas. Entretanto, a mão pode realizar a mais delicada cirurgia cerebral, é capaz de criar o mais primoroso e frágil bordado ou de tocar até 960 notas por minuto num concerto para piano. As nossas mãos expressam o nosso amor, as nossas necessidades e o nosso desejo de comunicar. Desde os primeiros meses de vida, as nossas mãos constituem a nossa ligação básica com o mundo e ajudam-nos a aprender e a experimentar a vida.

 

A mão tem fascinado a humanidade há milhares de anos. Estudos da mão humana – como ferramenta para a expressão criativa e como espelho para os nossos sentimentos mais íntimos e a nossa própria identidade – remontam a mais de 5 mil anos. Acredita-se que os antigos chineses começaram a estudar a mão desde 3 mil anos a.C. Na Índia, ao mesmo tempo, sábios arianos desenvolveram o estudo de análise da mão, Hast Samudrika Shastra, como parte de uma ciência que interpreta e prevê a natureza e o destino humano pela investigação minuciosa da testa, do rosto, das mãos, do peito e dos pés.

 

Também os gregos eram estudiosos e entusiastas da simbologia e da análise das mãos e criaram o termo Kirosophia (de kiro = mão e sophia = sabedoria). Atribui-se a Aristóteles a descoberta de um antigo documento árabe sobre quirosofia, num altar consagrado a Hermes. Aristóteles também foi o autor de vários tratados especializados sobre as mãos, inclusive um escrito especialmente para o seu aluno preferido: Alexandre, o Grande.

 

Na Bíblia, por exemplo, existem referências irrefutáveis que os antigos já conheciam esta maravilhosa Arte. Em I Samuel: 26, 18, lemos: “Disse mais: Porque persegue o meu Senhor assim o seu servo? Pois que fiz eu? E que maldade se acha nas minhas mãos?” No Salmo 119, 109, temos: “A minha alma está de contínuo nas minhas mãos, todavia não me esqueço da Tua lei”. Em Jó: 37, 7: “Ele sela as mãos de todo homem, para que conheçam todos os homens a sua obra”. E em Jó: 40, 14: “Então também eu de ti confessarei que a tua mão direita te haverá livrado”. E em Provérbios: 3, 16: “Aumento de dias há na sua mão direita; na sua esquerda, riqueza e honra”.

 

Como se vê, são completamente infundadas as críticas que alguns ignorantes fazem à ciência, pois à mais de 5 mil anos já era citada em diversos livros e já era aceita a sua legitimidade, como podemos ler nas alusões acima.

 

Aprender Quirologia não é difícil, mas a todo aquele que a deseja praticar, requere-se duas qualidades sem as quais a leitura será falsa: primeiro, é necessário senso de observação; segundo, boa memória, para não esquecer dos numerosos detalhes e significados que regem a ciência. O restante fica por conta do bom senso e intuição do quirólogo.

 
 
 

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