Home»Academia»Instabilidade Financeira – Como lidar e dicas para evitar esse problema

Instabilidade Financeira – Como lidar e dicas para evitar esse problema

1
Shares
Pinterest Google+

Em tempos de crise, a instabilidade financeira e as retrações econômicas do mercado estão por todos os lugares. Na mídia, o assunto é recorrente e alarmante, alimentando medos e inseguranças, das pessoas que buscam meios de manter o emprego, mesmo quando ameaçado pela economia.

Gerir as finanças pessoais se torna um jogo, onde tudo precisa ser encaixado cuidadosamente, para que nada desmorone. Com isso, cria-se a pressão para o êxito e para o sucesso.
Quando a instabilidade vem, vem também o medo, a insegurança. Desmotivação no trabalho, mau humor, níveis de estresse elevados e a autocobrança para ser melhor, são sintomas iniciais dos impactos psicológicos da crise, observados em muitos trabalhadores.

A instabilidade financeira se torna ainda pior quando o desemprego vem. O isolamento social, a vergonha e o sentimento de culpa, se tornam gatilhos para o desenvolvimento de um quadro crônico de ansiedade, que pode se tornar um caso de depressão, nas pessoas com a situação emocional mais vulnerável.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 20% dos suicídios têm relação direta com a instabilidade financeira e emocional, e o ano de 2016 não nos deixa mentir. Dando início ao caso que chocou o Brasil, com o assassinato da esposa e dos filhos, Nabor Coutinho se suicidou logo depois e deixou uma carta de despedida. Nela,
motivos como instabilidade financeira, medo de perder o emprego, medo do fracasso e medo do futuro estavam presentes – o que levou vários psicólogos a acreditarem que se tratava de um caso crônico de estresse e ansiedade.

Em tempos de crise, saber lidar com a instabilidade financeira e com os nossos medos, é essencial para tomarmos as rédeas da nossa vida e seguirmos em frente.

Inteligência emocional: como superar a instabilidade financeira?

A definição do termo “inteligência emocional”, fala por si só. Saber gerir as nossas emoções e saber como cada uma delas afeta o nosso cotidiano, é o primeiro passo para superar a instabilidade financeira. Segundo os psicólogos, a prática da inteligência emocional nos permite gerenciar nossas emoções e pensamentos, o que pode ajudar a prevenir o desenvolvimento de ansiedade crônica e depressão, causadas pelo estresse. A forma com que encaramos o desemprego ou a instabilidade financeira repentina, é um dos principais pontos. Segundo especialistas, muitas pessoas têm dificuldade de entender e aceitar que a crise financeira ou a demissão inesperada, nada tem a ver com
fracasso ou incapacidade e isso gera um sentimento constante de culpa o que acaba desencadeando todo o restante.

Seguindo alguns passos simples, é possível dominar as emoções e pensamentos. Instabilidade financeira: a culpa não é sua.
Aqui você pode pensar: “se eu gastei mais do que eu ganho, a culpa é minha”. Mas, entenda, que não é bem assim.
Vivemos em um mundo capitalista, onde o que move a sociedade é o consumo. Você também sofre influências desse sistema, assim como seus filhos sofrerão. As altas no desemprego, a falta de investimento das empresas, os preços elevados e os juros abusivos praticados pelo mercado não são culpa sua. Você apenas está inserido em
tudo isso, sem ter como modificar nada.

De fato, você precisa adequar seus gastos aos seus ganhos, criando hábitos saudáveis de consumo e isso requer, muitas vezes, uma queda de padrão de vida, o que pode gerar constrangimento e a culpa por não conseguir se manter. Entenda que não há problema algum em trocar seus filhos de escola ou passar a andar no transporte público.
Olhe para você e para as suas condições. O que os outros pensam, simplesmente, não importa.

Entenda que nada está perdido, mas você não está de férias Quando o desemprego e a instabilidade financeira batem à porta, um turbilhão de emoções invade a nossa vida. Perplexidade, ceticismo e o medo, causam ao nosso cérebro uma sensação de choque, que pode causar impressões erradas sobre a situação.

De início, consideramos que tudo está perdido e, logo depois, somos tomados por uma sensação de otimismo, nos levando a acreditar que a situação é passageira. Mantemos o padrão, gastamos para pagar depois, na confiança de que tudo voltará a ser como antes. Se a situação não melhora, vem a frustração. Neste ponto, o apoio familiar é importante, mas também será necessário desenvolver uma habilidade de enfrentamento. É aqui, que
o apoio psicológico tem mais importância.

Não se isole
Em uma sociedade onde o sucesso e felicidade pessoal é medida por bens, o isolamento se torna um hábito constante entre os que passam por uma instabilidade financeira. O sentimento de fracasso diante dessa situação, faz com que as pessoas – principalmente os homens – se isolem e entrem em uma espiral que pode ser perigosa.
Acredite em você mesmo e a sua situação não será um problema para os outros! Invista em você O desemprego ou a instabilidade financeira, podem ser ótimas oportunidades para você investir no seu próprio potencial. Canalizar a energia acumulada para aprender coisas novas, se aprimorar ou para criar o seu próprio negócio, pode ser uma forma de se afastar dos pensamentos negativos.

Aproveite a necessidade de consumo das pessoas e faça com que isso se torne o motivo do seu sucesso! É claro que, para os momentos de crise, algumas dicas dos “gurus do dinheiro” são mais do que válidas. Mas, lembre-se: temos que dar um passo de cada vez e de acordo com o que você pode alcançar.

Faça uma poupança automática
Se você possui certa dificuldade para guardar dinheiro, contrate um fundo de poupança automático. Essa modalidade, desconta um valor fixo mensal na sua conta e você, simplesmente, não sente falta daquele dinheiro.

Evite andar com dinheiro na carteira
A maioria dos nossos gastos, são impulsivos e pequenos, como aquela pipoca na porta da empresa, que você come todos os dias ou aquele picolé que você compra para os seus filhos. Já parou para pensar que, se você não tivesse aquele dinheiro acessível, você simplesmente não gastaria?

Reavalie suas despesas fixas
Quando não registramos as nossas despesas, não conseguimos saber onde gastamos o nosso dinheiro. Com isso, também não conseguimos diminuir os gastos excessivos. Registre tudo e compare mês a mês. Compare, também, com outras propostas oferecidas no mercado. Assim, você poderá controlar seus gastos e, até mesmo, economizar nos
gastos que são desnecessários.

Evite as dívidas
Ter crédito no mercado não significa que você precisa utilizar. Sempre dê preferência por fazer suas compras à vista, para evitar a falsa sensação de que os seus gastos não aumentaram.

E se você já está devendo, busque métodos de quitar essa dívida. Renegociações e feirões de parcelamentos, pode ser uma ótima ideia para você eliminar o peso dos juros. Pague suas contas juntas Pagando todas as contas no mesmo dia em que você recebe o seu dinheiro, pode evitar que os gastos supérfluos ultrapassem os limites dos gastos fixos. Com as contas pagas, fica mais fácil controlar.

Adote o sistema de caixinhas
Divida o seu salário em caixinhas – literalmente. Separe em caixinha para despesas como aluguel, mercado, gás, luz, transporte, escola, lazer… Você pode dividir em partes iguais ou em porcentagens, de acordo com a estrutura dos
seus gastos, para preencher as caixinhas com o dinheiro. E se não gastar naquele mês, nada de realocar verba!

Previous post

Seguindo em Frente | ANGÉL ROSA

Next post

5 dicas para lidar com a indecisão e tomar decisões assertivas

No Comment

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *